Minhas noites insones,acarretam a minha caneta noites de trabalho,
Expressar o que sinto, o que já senti, o que passei e o que ainda vou passar.
Essa companheira fiel, que se não durmo também não dorme, se choro através de palavras chora comigo, se dou gargalhadas descreve minha felicidade com precisão.
Suporta minhas indecisões, meus erros, meus acertos, meus rabiscos e permanece comigo, firme e forte.
Sou como a brisa, mas de repente viro um furacão, sou a calmaria com rompantes de agitação, choro e rio , danço e paraliso , falo e calo, sou dois em um , mil em uma .
Nessa ciranda a única que me entende, acompanha, não questiona e silencia comigo é ela, a simples caneta, comigo ela transforma palavras banais em crônicas de vida, acontecimentos simples em verdadeiras poesias, lamentações, desabafos em canções.
A fidelidade me comove, sempre que estou precisando por pra fora o que me põe fora da realidade, ela está lá, intacta, aguardando seu momento de se tornar viva através das minhas mãos e letras.
Os sentimentos que expresso são escritos com exatidão, sem máscaras, sem rodeios, porque ela age exatamente como eu ordeno, não precisa florear pra me agradar, não precisa mudar pra me fazer feliz, apenas escrever e deixar se conduzir pelos meus sentimentos.
Para nosso grande poeta, no caminho há uma pedra, no meu caminho há sempre uma caneta.
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